domingo, 19 de junho de 2011

Grupo de Pirabeiraba faz mutirão na serra

Grupo Ecologicamente Correto: Usuários da Serra D. Francisca ainda não se conscientizaram da necessidade em presenvar o meio ambiente. A atitude do grupo é deixar o local limpo.

Já são cinco anos que um grupo de amigos do Distrito, denominado de Grupo Stammtisch Pirabeiraba reserva um sábado por ano para percorrer aproximadamente cinco quilômetros da Serra Dona Francisca e recolher os entulhos abandonados nas margens da rodovia. Uma caminhonete foi utilizada como apoio para ajudar na remoção dos detritos.

No ano anterior, o grupo não fez a limpeza, fala o coordenador Paulo Schulze, por isso, este ano foram recolhidos meia tonelada de lixo, o mesmo que em 2009.

O ideal seria que um dia, nem precisássemos mais vir limpar, comenta Paulo.

Enquanto que  isso não se torna realidade, o grupo formado por seis voluntários continuam ajuntando garrafas pet, latas, pedaços de lataria de carros, panfletos, garrafas de vidro e até lixo eletrônico.

Paulo Schulze comenta que no primeiro ano que foi realizado o mutirão, foi recolhido uma tonelada de lixo, diz.

Para o coordenador do grupo, a diminuição é fruto do trabalho de conscientização e dos outros mutirões de limpeza que eles já realizaram. 

Ponto de ônibus continua descoberto em Pirabeiraba




Esperar o ônibus debaixo de sol, da garoa ou da chuva forte tem sido rotina para os moradores da rua Olavo Bilac, no distrito de Pirabeiraba. Desde que a cobertura do abrigo foi retirada a 15 dias, comprometida após acidentes automobilísticos, a comunidade reclama da falta de proteção para aguardar a chegada dos ônibus do transporte coletivo. 

A gerência de transporte e vias públicas da Seinfra (Secretaria de Infraestrutura Urbana) afirma que depende da abertura de licitação para cobrir novamente o ponto e ressalta que isso pode ocorrer em julho.

Segundo Marcos Miranda, gerente de transporte e vias públicas da Seinfra, o ponto ainda não foi coberto porque não há material. A compra dos itens necessários pode ocorrer em julho.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O berço do turismo rural de Joinville


Berço do turismo rural em Joinville, a Estrada Bonita começa na BR-101 e termina nos pés da Serra do Mar, a cinco quilômetros adiante. O caminho é quase todo asfaltado, menos nos últimos 600 metros, justamente no local onde a vocação econômica do lugar começou a mudar com a abertura do Restaurante Tia Marta, em 1977.

No bojo do empreendimento aberto pelo casal Tercílio e Dolores Bilau, outras famílias aos poucos migraram para o segmento de turismo até transformar a Estrada Bonita em referência neste tipo de atividade. Hoje, o lugar se caracteriza pela presença de bons restaurantes, pousadas, indústrias caseiras de alimentos e lagos de criação de peixes vendidos pelo sistema pesque-pague, que proporciona bons momentos de lazer para quem gosta deste tipo de atividade.

De tão bem-sucedido, o projeto de turismo rural da Estrada Bonita é constantemente visitado por agricultores de outros municípios de Santa Catarina e de outros Estados, interessados em copiar o modelo joinvilense.

Paralelamente ao turismo rural, algumas famílias continuam com suas atividades agrícolas, como nos tempos antigos. A convivência harmoniosa entre a agricultura e o turismo, acrescida do cenário bucólico, faz da estrada um dos lugares mais encantadores do interior de Joinville.

Orgulhosos, os moradores dizem que a Estrada Bonita merece efetivamente o nome que ganhou dos imigrantes germânicos que se estabeleceram ali para ganhar a vida como agricultores.

Albino e Terezinha Marciniaki são os últimos moradores da Estrada Bonita, um pouquinho antes de se chegar a uma cerca de arame farpado, erguida por uma empresa joinvilense que é dona da serra onde estão situadas as cabeceiras do rio Pirabeiraba. O manancial, de águas cristalinas e habitado por cardumes de lambaris, emoldura o berço do turismo rural.

Aposentado e estabelecido no local há mais de 25 anos, Albino ergueu a casa ao lado do rio Pirabeiraba. Construída há 11 anos, ela está literalmente encaixada dentro da mata. O sol só bate no telhado e na parte frontal. Nas laterais e nos fundos, a luz solar não consegue penetrar a barreira verde formada por essências da mata atlântica. Muitas espécies são frutíferas e foram plantadas pelo próprio Albino. “Sempre que dou uma volta pelo mato, quando encontro sementes de árvores frutíferas, como cambucá, trago e semeio ao redor de casa”, assinala.

Albino usou uma técnica simples para que sua morada não fosse tomada pela umidade da mata. “É de madeira, com assoalho alto do chão, bem ventilada. Não é úmida, não, senhor”, garante, enquanto abre um largo sorriso.

Felizes da vida, Albino e Terezinha, que hoje continuam trabalhando na manutenção de chácaras de vizinhos, juram que não trocariam a casa nem pela melhor mansão do Centro da cidade. “Aqui é o paraíso do sossego, do ar puro e da passarinhada. Além disso, o barulhinho da correnteza do rio Pirabeiraba nos ajuda a dormir como pedras. É por estas coisas que não vamos nunca nos mudar daqui”, assinala o morador da casa sombreada pela mata atlântica. (ND)


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Albrecht, uma empresa dedicada a Pirabeiraba

Em 1970 surgia a Albrecht. Hoje conhecida nacional e internacionalmente


 Vista atual da empresa Albrecht, em Pirabeiraba


  Momento de confraternização dos 40 anos da empresa


 A empresa está sempre presente nos eventos esportivos da região


 Waldir Albrecht, camisa clara, na festa dos 40 anos da empresa



Há pouco mais de 40 anos, num pequeno galpão localizado no Distrito de Pirabeiraba, em Joinville, o jovem Waldir Albrecht com forte espírito empreendedor, começou desenhando e fabricando alguns equipamentos para empresas da região. Pela proximidade da empresa com o Vale do Itajaí, onde se concentra­va a indústria têxtil catarinense, surgiu a oportuni­dade de começar a fabricar algumas peças para este segmento, inicialmente motofricções para máquinas de costura. E foi assim que, em junho de 1970, surgiu a Albrecht. 

“Nascia então, aquela que é hoje conhecida nacional e internacionalmente pela fabricação de máquinas para a preparação e acabamento têxtil”, relembra com orgulho o Diretor-Presidente da empresa, Waldir Albrecht.

 A partir de 1984, a empresa come­çou a exportar para diversas empresas da América do Sul e Eu­ropa e hoje conta com equipamentos instalados em mais de 20 países. Buscando alcançar outros segmentos, diversificou sua linha de fabricação e atualmente também desenvolve má­quinas para os segmen­tos de meio ambiente, saneamento e energia. Hoje, a empresa possui uma área construída de 10 mil m² e conta com 110 funcionários, dos quais 50% atuam diretamente na área de tecnologia e desenvolvi­mento de produtos.
“Tudo isso se deve à capacidade de enten­der às necessidades de cada cliente e de se antecipar às tendências do mercado”, considera Waldir.

Hoje a Albrecht oferece duas linhas distintas:
Máquinas para beneficiamento e acabamento de tecidos planos, malha circular e malha ketten;
Secagem térmica de resíduos/produtos, sistemas de exaustão, ventilação industrial, evaporação de efluentes/emulsões, entre outros.

Na busca do mercado internacional efetuou sua primeira exportação no ano de 1984 e atualmente tem equipamentos instalados em mais de 20 países, uma conquista que se fez pela qualidade e pela diversidade de seus produtos. Para melhor atendimento ao público de cada região, a Albrecht conta com o apoio de uma rede de representantes plenamente capacitados, além de visitas constantes do pessoal de vendas da empresa.

Foi com base na observação e na troca de experiências com os clientes que as primeiras máquinas foram projetadas e construídas. A Albrecht enxerga nas necessidades dos clientes uma oportunidade para o desenvolvimento e é através das parcerias que amplia sua capacidade de atuação.

“Evoluir sem destruir, compromisso da Albrecht com o meio ambiente”

A preocupação com o meio ambiente é um fator estratégico para qualquer atividade industrial e deve estar presente desde a escolha da matéria-prima até o destino dos resíduos gerados durante a fabricação dos produtos.

A Albrecht investe em pesquisa e desenvolvimento e capacita seus recursos humanos para oferecer equipamentos que tenham menores consumos e conseqüentemente gerem menor quantidade de resíduos.

Desenvolver equipamentos e processos com garantia de qualidade que reflitam em bem-estar humano, econômico e ambiental para indústria.

Preservar a liderança nacional e a ampliação do mercado internacional em equipamentos para a indústria têxtil.
Ser referência no fornecimento de serviços e equipamentos para gestão segura do meio ambiente e energia.
E, manter a identidade inovadora da empresa presente nas oportunidades do dia-a-dia.

Lavoura de arroz desanima produtores


Para cobir prejuizos, Adolfo Beck irá plantar palmeira real

                                     
Os rizicultores do Norte catarinense estão perdendo o sono em 2011. O preço da saca de arroz nunca este tão baixo nos últimos quatro anos, calcula o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo.

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, o valor da saca teve queda de 33,8% em comparação com o mesmo período de 2010. Chegou a R$ 19 e, por enquanto, não há aumento previsto.

Para os consumidores, está bom. Os preços do cereal nos supermercados caíram 11,05% nos últimos doze meses, segundo o IBGE. A expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é de que neste ano sejam consumidos 12,8 milhões de toneladas no País, 2,4% a mais do que no ano anterior. É a primeira expansão no consumo desde 2006.

Mas a notícia desanima o campo e, em fevereiro, os rizicultores manifestaram sua insatisfação: fecharam a rodovia SC-413, em Massaranduba. O grupo protestou contra o baixo preço da saca, a falta de incentivos do governo federal e a concorrência desleal com países do Mercosul – que possuem livre acordo para comércio.

Na cidade que mais produz arroz no Norte do Estado, Massaranduba, cerca de 800 agricultores se dedicam ao cereal. Neste ano, a categoria já perdeu parte das lavouras com as fortes chuvas do início do ano.

Estima-se que 20% dos 6,5 mil hectares de área plantada foram destruídos pela enxurrada de janeiro, fevereiro e março. Não bastasse o prejuízo, o valor também não ajuda em nada. O preço da saca de 50 quilos chegou a R$ 19,05 em maio. Para se ter uma ideia, no mesmo período de 2010 e 2009, a saca custava em torno de R$ 28. Em 2008, o preço estava ainda melhor: R$ 33,05.

Segundo o agricultor e presidente da Associação dos Rizicultores do Norte de SC, Orlando Giovanella, para pagar o preço da produção, a saca deveria custar ao menos R$ 25,80. O lucro viria com R$ 30. Para piorar, muitos agricultores estão endividados. Conforme Giovanella, cerca de 90% dos produtores da região precisaram recorrer a financiamentos.

A alternativa encontrada por Adolfo Beck, agricultor em Massaranduba, foi buscar outra fonte de renda sem sair do campo. Encomendou mudas de palmeira-real para tentar cobrir o atual prejuízo com a rizicultura. Ele produz em dez hectares apenas duas mil sacas por ano, mas afirma que também sofre com o preço.  “Ninguém mais consegue se sustentar com o arroz. Desde os grandes agricultores até os pequenos”, conta Beck. (AN)