terça-feira, 10 de maio de 2011

Professores estaduais podem entrar em greve na quarta-feira


Os professores da rede pública estadual podem entrar em greve a partir de quarta-feira (11), caso o governo do Estado não atenda à reivindicação da categoria em adequar o salário-base dos trabalhadores de acordo com o piso nacional. A coordenação do Sinte (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) de Santa Catarina decidiu na última assembleia, no dia 7, aguardar uma resposta do governo até esta quarta-feira (11), quando uma nova assembleia vai deliberar sobre a greve.

A diretoria regional do sindicato em Joinville está mobilizando os professores da região para participar da assembleia estadual, em Florianópolis. Além do ajuste salarial, os professores ainda protestam por uma melhor qualidade de trabalho e melhorias na estrutura de ensino. 

A aplicação do piso nacional da categoria, fixado em R$ 1.187.14, conforme decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em 2008, havia sido contestada pelos governos de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Ceará e Mato Grosso do Sul, mas ação foi rejeitada no início de abril pelo STF, mobilizando o sindicato na luta pelo benefício. Hoje o piso do magistério estadual está na casa dos R$ 609 reais. O governo do Estado ainda estuda o impacto financeiro da adequação no orçamento. (ND)


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Greve dos professores da rede municipal










Mais de dois mil servidores públicos municipais protestaram na manhã desta terça-feira em frente da Prefeitura, segundo cálculos da Polícia Militar. Com faixas, palavras de ordem e o uso de camisetas com a estampa “Se a situação é grave, a solução é greve”, o manifesto pressionou a Prefeitura para que conceda reajuste salarial este ano, e não apenas em 2012.

O chefe de gabinete, Eduardo Dalbosco, recebeu uma comissão formada pelo Sinsej e pela CUT para tentar um acordo. Para abrir uma nova rodada de negociações, o Sinsej protocolou um ofício reafirmando a pauta de reivindicações definidas há mais de dois meses.

O presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, destacou que o principal ponto da discussão é o reajuste salarial de 6,5% com base no  INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e mais 5% de ganho real, neste ano. “Não abrirmos mão disso. Se a Prefeitura quer tudo formal, então que seja. Já está protocolado para evitar que o sindicato seja acusado de relapso”, frisou.

Dalbosco disse que estudará a possibilidade de conversar com o sindicato sobre o reajuste, após ler o documento protocolado, mas não ofereceu prazo. Ele criticou o sindicato por não ter apresentado uma contraproposta no dia da assembleia, optando pela greve. “A Prefeitura sempre esteve aberta ao diálogo, mas vocês (sindicato) partiram para a greve sem tentar negociar. Isto é inaceitável, porque poderíamos evitar a paralisação”, argumentou,  no encontro com a comissão.

A primeira greve dos servidores  não completou um ano (foi de 23 a 27 de agosto de 2010), quando o sindicato conseguiu benefícios como o vale-alimentação no valor de R$ 150 e o reajuste salarial em parcelas.
 
Projetos para a Câmara

O chefe de gabinete, Eduardo Dalbosco, garantiu que nesta terça-feira serão enviados à Câmara dois projetos sobre o reajuste salarial. O primeiro trata do índice de 32% aos agentes comunitários de saúde, cujos salários passarão de R$ 675,94 para R$ 858,26. Mais de 600 agentes comunitários serão beneficiados. O segundo projeto trata do abono de R$ 200 para o magistério. A intenção é que os dois projetos sejam aprovados o mais breve possível.

Sindicato vai à Câmara nesta terça-feira

Para que não entrem na pauta da Comissão de Justiça o projeto sobre o vale-alimentação até que seja alterado pela Prefeitura e também qualquer proposta de reajuste sem um acordo geral, o Sinsej estará nesta terça-feira, às 15h, na Câmara de Vereadores. Ulrich explica que a troca da cesta básica pelo vale-alimentação só será aceita se for definido o desconto pelo cartão eletrônico e não pela folha de pagamento. Sobre o reajuste do magistério e dos agentes comunitários, o sindicato está avaliando se apoia ou espera uma proposta única da Prefeitura. (ND)