terça-feira, 26 de abril de 2011

Joinville perde mais um grande evento esportivo


Presidente do COB, Carlos Nuzman, e prefeito Carlito Merss já haviam assinado acordo 
 

Depois de ter anunciado oficialmente Joinville como sede dos Jogos Escolares Brasileiros, entre 2 e 11 de dezembro deste ano, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) voltou atrás e decidiu tirar a disputa da cidade. O argumento da organização é de que a rede hoteleira joinvilense não atenderia os requisitos para a realização dos Jogos. Mesmo apresentando o número mínimo de leitos requisitado, superior a 3.400, o problema seria em relação à falta de padrão entre os hotéis. A nova sede deverá ser anunciada no início de maio e a mais cotada é Londrina (PR).

O comunicado oficial foi recebido ontem na Felej (Fundação de Esportes, Lazer e Eventos de Joinville). De acordo com o coordenador técnico da Felej, Flávio Pscheidt, Joinville atendia a todos os outros requisitos, inclusive, das estruturas para as realizações das provas. “Tentamos buscar mais opções de leitos em outras cidades. Infelizmente, o COB gosta de centralizar tudo.”

Os Jogos Escolares não será o primeiro evento esportivo que a cidade perde. Joinville também era candidata para sediar o mundial feminino de handebol. Na época, a Felej desistiu e disse que os Jogos Escolares seriam mais interessantes. Sem a realização dos Jogos, Joinville perde aproximadamente R$ 1 milhão em recursos investidos direta e indiretamente.

De acordo com o presidente do Joinville Convention Visitors Bureau, Richard Spirandelli, a rede hoteleira joinvilense atenderia os requisitos exigidos pelo COB. “A exigência é de 3.460 leitos. Dispomos de 3 mil da categoria média alta, exigida pela organização e temos mais 2 mil considerados de categoria baixa. O que não dá para entender é como cidades como Blumenau e Londrina, com uma rede hoteleira menor, receberam o mesmo evento?”, questiona Richard. (Antônio Tomaz/ND)


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vacinação contra gripe começa hoje para gestantes e bebês


O Ministério da Saúde amplia, a partir de hoje, a imunização contra a gripe. A campanha de vacinação, tradicionalmente voltada aos idosos e população indígena, agora também atingirá gestantes, crianças de 6 meses até 2 anos e profissionais de saúde. A meta é vacinar 23,8 milhões de pessoas até 13 de maio.

A vacina que estará disponível em 65 mil postos de todo o país protege contra os três principais vírus da gripe que circulam no hemisfério sul, entre eles o da influenza A (H1N1), que ficou conhecida como "gripe suína".

Os grupos que serão imunizados são os que mais sofrem com as complicações da influenza, como pneumonias bacterianas e agravamento de doenças crônicas. A vacina contra o vírus da gripe reduz em até 45% o número de internações por pneumonias entre os maiores de 60 anos.


Selos verdes confundem consumidor



Estudo indica que há 600 certificações com atributos de sustentabilidade no País; maioria é criada pela própria empresa que fabrica o produto


De madeira a alimentos, a profusão de selos verdes no mercado confunde o consumidor. No Brasil, levantamento recente realizado pelas consultorias Unomarketing, Mob Consult e Ideia Sustentável apontou a existência de 600 selos verdes ou com atributos de sustentabilidade - grande parte é de selos colocados pelas próprias empresas, sem auditoria ou verificação independente.

Um outro estudo, internacional, reforça a ideia: o World Resources Institute (WRI), entidade com sede em Washington (EUA), mapeou a existência de 340 selos socioambientais em 42 países. Menos de um terço dos selos pesquisados monitora os reais impactos sociais e ambientais da cadeia produtiva.

Na definição da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a certificação ambiental atesta, por meio de uma marca inserida na embalagem, que determinado produto ou serviço apresenta menor impacto ambiental em relação a outros disponíveis no mercado. Mas a grande fonte de dúvidas para quem vai às compras é a confiabilidade dos selos. "Há uma grande quantidade de selos autodeclarados: eles não são auditados de maneira independente e contam apenas com a chancela da própria empresa que comercializa os produtos", diz Ricardo Voltolini, da consultoria Ideia Sustentável.

Isso ocorre, em parte, porque não há no Brasil um órgão ou entidade que faça o papel de dar aval às certificações que existem no mercado. Entidades como a ABNT e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) são responsáveis pela emissão de alguns selos, como o Procel - de eficiência energética para eletrodomésticos. Já certificações conhecidas no mercado internacional, como FSC (manejo florestal) e Ecocert (orgânicos), passam por auditorias feitas por organismos independentes.

Ao mesmo tempo, a questão ambiental vem se tornando uma ferramenta de marketing importante para as empresas, que passam a usar os termos "eco", "orgânico" ou "natural" para vender produtos. "Esse tipo de propaganda na embalagem mais confunde que orienta", diz Voltolini. Para fugir das armadilhas, é preciso buscar informação. "O consumidor deve ler os rótulos com atenção, pesquisar, buscar referências", diz. Ele explica que, embora o porcentual de consumidores brasileiros que levem em conta as questões socioambientais na hora de ir às compras seja pequeno - 21% -, a tendência de certificação ambiental é um fenômeno global.

Um exemplo é o Japão, onde existem mais de 3 mil produtos certificados à disposição do consumidor.
O mercado para produtos verdes está longe de ser irrisório. Segundo dados do estudo A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (Teeb, na sigla em inglês), realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e divulgado em Londres, o mercado para produtos agrícolas certificados, que em 2008 estava orçado em mais de US$ 40 bilhões, alcançará US$ 210 bilhões em 2020.

De olho no consumidor mais consciente, empresas brasileiras de setores como cosméticos, têxteis, siderurgia, pneus reformados, gráficas e até de fraldas descartáveis estão buscando uma certificação ambiental mais padronizada. A ABNT tem um programa de certificação chamado Qualidade Ambiental, que, apesar de existir há 17 anos, só passou a receber pedidos das indústrias em 2009. As primeiras certificações verdes da ABNT devem ser emitidas ainda neste ano.

Segundo Alfredo Lobo, diretor de qualidade do Inmetro, o consumidor brasileiro já utiliza os selos como um fator de decisão de compra. Ele cita como principal exemplo o selo Procel, emitido pelo Inmetro. "Hoje, 78% dos consumidores levam o selo de economia de energia em conta na tomada de decisão de compra e 40% aceitariam pagar mais pelo produto com selo."
Além de economia de energia, o Inmetro certifica produtos de origem florestal - selo Cerflor - e também alimentos, como frutas, dentro de critérios de sustentabilidade.

Carros
 
O Inmetro também avalia, com o Ibama, os critérios para a emissão de um selo verde para carros. A ideia, segundo Lobo, é unir, em uma única certificação, dados referentes ao consumo de combustível dos veículos e também as emissões de poluentes. "Seria uma espécie de Procel para carros", explica. As primeiras reuniões entre os órgãos para discutir a proposta ocorreram ano passado. 

Língua de Sinais: profissão reconhecida



Os intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras), que promovem a inclusão social de pessoas surdas em todo o país, tiveram a profissão reconhecida. Foi sancionada, no dia 2 de setembro de 2010, a lei que regulamenta a profissão e que pode contribuir para a redução de um déficit de profissionais para atender à demanda, principalmente da rede pública de ensino.


Em 2009, havia 280 profissionais, não chegando a um profissional por cidade. Só em Joinville, onde estima-se que haja 22 mil pessoas com deficiência auditiva, não há intérpretes de Libras suficiente para atender esse público.



Formada em Educação Inclusiva e especializada em Libras, Lueli Rohweder  atua há 16 anos como intérprete em escolas públicas e privadas. Na sala de aula, é ela quem dá voz e ouvidos a alunos surdos, possibilitando que eles possam entender o conteúdo como qualquer outro aluno.


“Acompanho todas as disciplinas interpretando o que os professores dizem para o aluno. E quando ele faz alguma pergunta, traduzo a linguagem dos sinais para o professor”, diz Lueli. Ela também traduz a conversa com os colegas.


Carin Schulze Fettback, do núcleo de Educação Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação de Joinville, explica que nem todos os alunos contam com intérprete em sala de aula, porque nem todos sabem se comunicar em Libras e alguns preferem apenas fazer a leitura labial. Mas Lueli reforça a importância do aprendizado na língua dos sinais.


“É fundamental para o desenvolvimento do raciocínio, porque é por meio dos sinais que ele vai exteriorizar os pensamentos. Em Joinville, a escola pólo, onde os estudantes são alfabetizados em Libras, é a Rui Barbosa”, diz a intérprete.


MAIS PROFISSONAIS NO MERCADO


Atualmente, a maior parte dos intérpretes de Libras são pessoas com formação em pedagogia ou licenciatura, especializadas em Libras, que passaram pela prova de proficiência do Ministério da Educação para atuar nas escolas. Como a profissão não era reconhecida, eram contratados como professores, auxiliares ou monitores. Situação que deve mudar com a provação da lei.


“A tendência é de que, com a regulamentação, fique mais fácil a contratação, por meio de concursos, de profissionais específicos para trabalhar como intérpretes”, diz o vice-presidente do Conselho Municipal dos Diretos da Pessoa com Deficiência, Sérgio Luiz da Silva.


“A nova lei exige apenas nível médio, o que deve representar também um aumento no número de contratações para reduzir a carência de profissionais no mercado”, diz o presidente da Associação Catarinense de Tradutores e Intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Acatils), Tiago Coimbra Nogueira. As  instituições têm até 2016 para se adequar e atender ao decreto de 2005, dizendo que, pessoas surdas tem direito a intérprete em escolas e repartições públicas.


(AN,  Zero Hora, Diário Catarinense, A Comarca/Rio do Sul)

domingo, 24 de abril de 2011

Falecimento de Ivo Gramkow comove Pirabeiraba




21/04/11 - É com pesar que comunicamos o falecimento de Ivo Gramkow, proprietário da Via Pax Bio, na manhã de 20 de abril de 2011, em São Paulo.  Ivo estava na cidade para uma reunião da Brasilbio – Associação Brasileira de Orgânicos, da qual era presidente.


Ivo Gramkow era um empreendedor reconhecido pela cadeia produtiva de orgânicos e um cidadão atuante na disseminação das práticas sustentáveis, causa que defendeu através de cada uma de suas ações. Acreditamos com total convicção que Ivo cumpriu seu papel e nesta vida trilhou um belo caminho, consolidando uma linda história.


A Via Pax Bio divide com os amigos que conviveram com Ivo Gramkow ou que conheceram seu trabalho, algumas mensagens recebidas, e desde já agradece o afeto de todos. 
 “Ivo passou pelo “mundo orgânico” como um grande e luminoso cometa, que clareia muitas noites e que ao sumir, deixa sua imagem impregnada em nossas mentes para sempre ser lembrado por aqueles que captaram a importância daquele momento. Que possamos aproveitar ao máximo seus ensinamentos, sua busca pela união das pessoas voltadas para a sustentabilidade. Não a sustentabilidade falaciosa, mas a efetiva sustentabilidade. Como vamos comemorar a Páscoa, pensemos nela em sua concepção original, de veneração à fertilidade, ao nascimento e ao desabrochar, e não da morte e do sofrimento. Que com isso possamos entender que Ivo continua em outra forma, em outra energia. Que seu processo de passagem seja sereno e que seu novo caminho continue sendo de muita luz.” (Eduardo Amaral)